terça-feira, 15 de março de 2011

Sobre a saudade.



O post de hoje vai para o sentimento mais apto a sofrer diferentes interpretações e,sinceramente,não conheço pessoa melhor para falar da saudade do que eu,devo esclarecer que não me orgulho muito disso.

A segunda palavra mais frequente em letras de músicas(a primeira é "amor") nos faz sentir uma angústia sem comparação,afinal,cólica dói,dor de cabeça dói(pleonasmo),bater o dedinho do pé naquele móvel dói,um tapa,uma mordida,um soco doem,mas o que mais dói é a tal da saudade. De um avô,quatro tios e cinco primos que moram no Pará,de um melhor amigo virtual habitante de Presidente Prudente,daqueles primos de 4º grau com gostinho de 1º que moram naquelas duas cidadezinhas da sua saudosa infância feliz,do seu maravilhoso primo-amigo-companheiro-irmão que passou na UFF...E aquela cidade que é um "amor de verão"?Aquele outro pedaço animado da família lá na cidade mais quente do (meu)mundo,aquele amor platônico separado pela "Conquista"...Aquele amor que foi,o que nunca existiu,o que se despedaçou com o tempo,o que virou desprezo e raiva...Prefiro nem falar da maior saudade: daquela Flor mais bela,daquele vovô sempre animado e daquele tio-avô que mais parecia um 3º avô...

Saudade: 7 letras,4 vogais e 3 consoantes...gramaticalmente simples,porém sentimentalmente a mais doída das palavras,tão antiga,mas sem uma explicação totalmente fiél. Alguém sabe colocar em simples letras tudo o que a saudade pode proporcionar?Eu não.

Dizem que todo amor fica melhor quando se sente falta...Muitos dos meus amores(em todos os sentidos)moram longe,então acho que,como poucos,posso falar: chega de saudade!

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